
O Dia Mundial da Água, comemorado nesta segunda-feira, foi criado pela ONU para destacar a importância da preservação e da proteção de fontes naturais. Manter a qualidade e a quantidade são os maiores desafios das autoridades e ambientalistas que querem conscientizar a população sobre as ameaças ao planeta. A água, tão essencial à vida, ainda não é reconhecida como um bem comum - assim como o ar que respiramos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, Everton Luiz da Costa Souza, a escassez está mais próxima do que se possa imaginar. Para reforçar as projeções, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que até o ano de 2030 a falta de água deverá atingir quase metade da população mundial.
O quadro somente será revertido com mudanças nas atuais tendências - estiagem, aumento populacional, crescente urbanização, mudança climática, proliferação indiscriminada do lixo e má administração dos recursos.
Conforme o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, as bacias brasileiras estão perdendo água em quantidade e qualidade. Como solução, aponta a necessidade de se reconstituir as matas ciliares e as florestas - que evitam o assoreamento e garantem a preservação dos cursos e das nascentes. O uso de agrotóxicos, o tratamento inadequado dos resíduos e o consumo excessivo de sacos plásticos são apontados por Minc como "inimigos da qualidade e da oferta da água". Ele destaca a necessidade da reutilizar, reaproveitar e reciclar os materiais ao invés de descartar. "Somos a sociedade do descartável. Parece que o meio ambiente é um grande lixo."
C do Povo