
A erva-mate brasileira entra na disputa por uma fatia do promissor mercado consumidor de chás do Oriente Médio. Anualmente, o mercado oriental importa US$ 20 milhões apenas em produtos derivados da Ilex paraguaiensis (erva-mate) de origem exclusivamente Argentina.
Para o consultor em mercado internacional, Heroldo Secco Júnior, o produto brasileiro é de melhor qualidade e agrega valores como a sustentabilidade e preocupação com a preservação ambiental. Ele destaca que estes fatores podem ser decisivos na conquista de consumidores orientais.
O primeiro passo na busca de clientes de erva-mate do oriente já tem data marcada. A ABIMATE, associação que reúne 15 indústrias ervateiras dos três estados do Sul, vai participar da maior feira do setor de alimentos do Oriente Médio. O evento vai ser realizado de 21 a 24 de fevereiro, em Dubai.
De acordo com Secco Junior, no ano passado, as exportações brasileiras, com destino a 29 países, alcançaram total de 31 mil toneladas, gerando receita da ordem de aproximadamente US$ 43 milhões. A expectativa do especialista é que abertura de novos mercados no Oriente Médio pode representar um acréscimo da ordem de US$ 4 milhões anuais.
1 0 3