Claudério Augusto

domingo, 24 de janeiro de 2010

O glamour de Jurerê Internacional

A praia mais charmosa de Santa Catarina reúne gente famosa e rica em ambientes regados a champanha e mulheres bonitas

Osenhor de 51 anos, cabelos brancos e dentes espaçados cuida da limpeza do banheiro da Posh, uma das casas noturnas mais badaladas de Jurerê Internacional, em Florianópolis. Após ser cumprimentado por um cliente, diz:

– Esse aí é francês. Tem um carrão!

O francês sai do banheiro em direção à pista de dança, onde estão mulheres lindas, com suas curvas à mostra. Ele poderá comprar um champanha de até R$ 7 mil. Já o senhor precisaria trabalhar cinco noites só para pagar o ingresso da festa: R$ 400. Porque as baladas de Jurerê são famosas – mas só para poucos.

A cena é na Posh, mas poderia ser no Cafe de la Musique, no Taikô, na Pacha ou no P12 – todas na mesma praia, no Norte da Ilha de SC. No ano passado, o jornal The New York Times classificou Florianópolis como um dos lugares que vale a pena visitar no mundo. Destacou, principalmente, essa praia e suas baladas. Por ali andam milionários, modelos e muitos famosos.

O nadador César Cielo esteve lá, como aconteceu no Réveillon. Quando entrou na Posh, em uma sexta-feira, foi fotografado em uma sala que recria o ambiente de um palácio renascentista. Móveis com madeira de lei, reprodução de pinturas da época e clássicos da literatura – embora os livros estejam tão altos que não possam ser alcançados.

Do outro lado da parede fica a pista de dança, com um lustre típico de salão de festas. Ali, as pessoas dançavam ao som do DJ Erick Morillo. O cara é famoso. Ele é autor do hit I Like to Move It (Eu me remexo muito), que virou tema principal do filme de animação Madagascar. Enquanto ele toca, champanhas cruzam as pistas junto com bastões que soltam fogo. É assim que as bebidas caras chegam aos camarotes de R$ 20 mil.

Cielo também passou pelo Cafe de La Musique. O local funciona como um quiosque luxuoso de praia até o final de tarde. Depois, se transforma numa espécie de esquenta dos endinheirados, gente que pôs a mão no bolso para garantir camarotes de R$ 50 mil no Réveillon.

No Cafe, como os afortunados se referem carinhosamente ao local, o combustível da festa também é o champanha. E nem sempre a bebida é bebida.

– Cara, eles já fizeram guerra de champanha – admira-se um garçom


D C